
Certo, vamos falar sobre RPG e seu fantástico mundo mágico e sem fronteiras.
O role-playing game (RPG, traduzido como "jogo de interpretação de personagens") é um tipo de jogo em que os jogadores assumem os papéis de personagens e criam narrativas colaborativamente. O progresso de um jogo se dá de acordo com um sistema de regras predeterminado, dentro das quais os jogadores podem improvisar livremente. As escolhas dos jogadores determinam a direção que o jogo irá tomar.
Os RPGs são tipicamente mais colaborativos e sociais do que competitivos. Um jogo típico une os seus participantes em um único time que se aventura como um grupo. Um RPG raramente tem ganhadores ou perdedores. Isso o torna fundamentalmente diferente de outros jogos de tabuleiro, jogos de cartas, esportes, ou qualquer outro tipo de jogo. Como romances ou filmes, RPGs agradam porque eles alimentam a imaginação, sem no entanto limitar o comportamento do jogador a um enredo específico
A Historia do RPG: Como surgiu.
Em registros oficiais, o Role Playing Game ou RPG surgiu no ano de 1974. O primeiro lançamento foi o jogo Dungeons & Dragons (Masmorras e Dragões, em português), criado por Gary Gygax e Dave Arneson. No início, o D&D( abreviatura de Dungeons & Dragons), era um simples complemento para um outro jogo de peças de miniatura chamado Chainmail (cota de malha), mas terminou dando origem a um jogo totalmente diferente e inovador. Este primeiro jogo era extremamente simples comparado aos Jogos de Interpretação da atualidade e tinha uma origem influenciada por jogos de guerra/estratégia.
Há poucos registros confirmados, mas há uma especulação que Gary e Dave começaram o RPG em virtude de que estariam jogando um "WarGame" (jogo de batalha entre miniaturas) e um dos dois disse ter construído uma fortaleza indestrutível. Como forma de invadir essa fortaleza, o adversário disse que 3 dos seus melhores guerreiros foram enviados para entrar nos esgotos da fortaleza para invadi-la. Com isso, surgiu a primeira aventura controlando um pequeno grupo de personagens, e assim começou a interpretação individual e não apenas de exércitos.
Praticamente junto com o D&D foi lançado outro jogo mais complexo, que já mostrava um outro tipo de abordagem para o RPG: Empire of Petal Throne foi lançado também pela TSR, em 1975, teve pouco sucesso de vendas, porém fazia uma nova abordagem. Passava das lendas medievais para novas criaturas de raças inspiradas em lendas astecas, egípcias e de povos da antiguidade; foram criadas até uma nova língua para os jogadores se comunicarem com aquelas raças. Mesmo as regras sendo praticamente iguais ao D&D, o jogo tinha uma abordagem totalmente diferente. Isso só viria reforçar a tese que o RPG poderia ser tanto um jogo divertido para adolescentes, como uma grande representação elaborada que poderia abordar as mais diversas experiências.
Em 1980, D&D já era uma grande febre e em 1982 surgia o filme Mazes and Monsters, com o ator Tom Hanks ainda jovem, mostrando a história de um jogo de RPG. Em 1983 o jogo virou um desenho animado, Caverna do Dragão.
O jogo confirmava seu sucesso com o lançamento do AD&D (Advanced Dungeons & Dragons) e surgiam novos gêneros alternativos para o jogo como:
* Super-Heróis, com um sistema Champions, criando um gênero e trazendo uma forma de pontuação para os personagens, além dos atributos, das vantagens e desvantagens o que tornava o jogo mais tridimensional e interessante.
* Cyberpunk, nos anos 80 discutia o impacto da realidade virtual em um futuro próximo.
* Ficção Científica, baseados em uma literatura já existente como o Estar Farsas ou totalmente inovadores como Caravelas.
Em 1986 a empresa Steve Jackson Games publica o jogo GURPS um sistema genérico de regras. Ele veio com toda uma diversificação onde os GM (Game Master) poderiam usar um sistema que permitisse que o jogador, mesmo com vários gêneros de personagens e mundos onde a ação pudesse ocorrer, pudesse jogá-los com apenas um conjunto de regras.
Outro gênero criado nessa época foram os RPGs educativos, que visavam empregar a mecânica do RPG em atividades didáticas. No Brasil, por exemplo, foi lançado o livro GURPS: Desafio dos Bandeirantes. Eles surgiram principalmente como uma resposta a acusações de que o RPG teria um efeito negativo nos seus jogadores, podendo até levar a crimes (as ligações entre o RPG e esses crimes foram posteriormente desmentidas).
Até o fim dos anos 1990 surgiram inúmeros títulos, oferecendo variações no jogo ou ambientações diversas para a interpretação (também chamadas de cenários). Por outro lado, isso levou a uma fragmentação do mercado, diminuindo o lucro das editoras e consequentemente o número de edições, afastando alguns fãs.
No início do século XXI, foi lançada a terceira edição do jogo D&D, que contava com uma licença que permitia a qualquer um lançar produtos compatíveis, chamada de Open Game License. Isso levou a um novo crescimento no mercado do RPG, com o lançamento de um número maior de títulos.
Apesar dessa Invasão da Open Game License, varias editoras continuam a lançar RPGs com sistemas próprios. No Brasil a Editora Comic Store lança em 2004 o OPERA RPG, que além de apresentar regras lógicas e ágeis para se jogar RPG em qualquer cenário, ensina como funciona a sua estrutura básica, permitindo que qualquer jogador possa criar novas regras compatíveis com seu sistema. Em 2005 é lançado o RPGQuest , para iniciantes, retornando às origens de jogos de tabuleiro misturados com interpretação e jogos de contar histórias, com distribuição em bancas de jornais e lojas de brinquedos.
Eu particularmente acho que esse jogo pode ter sido usado ainda há muito tempo atrás, digo, antes dos registros. Claro que, usado não como um jogo, e sim talvez como um meio de estratégia, o que seria muito mais provável. Não diria que possa ter sido usado como o RPG de ficha, aquele que se usa dados e a imaginação para dar vida as coisas, mas com coisas mais certas, como cartas para se organizar, tabuleiros para ter noção do tamanho de terrenos e o que se poderia fazer ali, informações sobre seus inimigos e claro, miniaturas diversas, da pedra a madeirinha esculpida. xD
Bom, vamos La, quebrando barreiras:
Como já sabemos, RPG é um jogo de interpretação, mas não é apenas isso. Existe todo o mundo ao redor. RPGs como D&D, GURPS, TAGMAR entre outros, já te disponibilizam livros e mais livros sobre vários temas dentro do jogo. Tais como Classes, raças, habilidades de cada um delas, habilidades que todas podem aprender, etc. O mundo ao seu redor, os climas de cada lugar, os mapas de cada lugar, vegetação, ambiente, cidadãos, língua falada naquele local, e etc. Dentro do jogo, para aqueles que já existem o sistema, exemplo D&D, eles tem um mundo próprio. Com continentes, países, povos, habitantes e tudo o mais, diferente do mundo em que vivemos ( claro xD). É um mundo imaginário, em que uma equipe inteira ( No caso da D&D) se junta para montar. Então cada um tem o seu papel, fazendo aquele mundo tomar forma. Daí eles publicam os livros, com monstros, magias etc etc, e pronto, você pode comprar e usar aquelas coisas para o seu RPG, ou então, usar para o sistema deles, no caso se estiverem jogando uma sessão de Dungeons e Dragons. Mas isso não impede do mestre pegar algumas características da D&D e inventar ai, um “sisteminha” do modo que lhe agradar mais e ao seus jogadores também é claro. Imagine que você mestre, teria que fazer um mundo inteiro sozinho, cada plantinha que existe apenas em tal região, cada formiga, cada monstro, cada partícula, cada TUDO! Brincar de Deus definitivamente não é fácil, e apenas um conhecido no mundo todo fez uma obra tão gigantesca, que ultrapassa qualquer limite de imaginação: Deus. XD
Já imaginou que o cara é tão FODA, mais TAO FODA! Que ele pensou em cada grão de areia posto em algum lugar? Ou cada inseto para ter sua função no mundo, cada folha, cada gota de água! Não da nem para pensar não é mesmo? Bom, então é isso, como eu ia dizendo, a meios fáceis e rápidos, e não tão baratos( xD ) de agilizar o processo de um mestre em relação a criação de seu próprio mundo, ou apenas em jogar no mundo deles ( D&D , etc)
Para você que é mestre de um grupo de jogadores, é viável dizer que: você gosta de levar as coisas do seu modo, não é? E como surge um mestre? Como saber que você esta pronto, ou que é bom o suficiente? Jogadores promissórios são fáceis de perceber: Você se destaca mais com seu social, você tem completamente a confiança de seus amigos e aliados dentro e fora do jogo, muitas vezes suas habilidades de liderança são mais relativas que a dos outros, sempre tomando decisões, sempre colocando as questões para todo o grupo e fazendo-os conscientizar com suas escolhas, sua cabeça é mais rápida quanto aos acontecimentos gerais, conseguindo pensar, procurar e questionar coisas que muitas vezes um jogador não faria.
Daí você tem algumas sessões com um mestre que não sabe te responder as suas perguntas, ou que nem mesmo emprega e aplica direito as regras do sistema que jogam, sempre tornando as sessões uma verdadeira bagunça, e para você, como jogador aquilo é inadmissível, e é ai que surge um mestre! A primeira coisa que um jogador desse tipo pensa, é: Irei fazer um RPG descente, com regras, com aventuras, com mistérios e tesouros! Todos irão adorar!
Ás vezes a sua mente é tão grandiosa que você consegue controlar tudo ao mesmo tempo, e quando digo tudo, é tudo MESMO! Coisas como o Clima, a vegetação do local, animais presentes, do cavalo à formiguinha, os inimigos na cena, os itens deles, as habilidades, estaturas, jeitos, manias, marcas, voz, em fim, TUDO, e ai então surge uma sessão que ira ser lembrada sempre que o assunto RPG for lançado. Devo dizer também que tudo é um treino. Então para aqueles que ainda não pegaram o jeito, ou se acham ruins, que nunca irão conseguir, só tenho um conselho: Persista.
Ser um grande jogador, para ser um grande mestre é um mito. Porém ajuda muito, kkkkk xD
Como mestre você naturalmente vê coisas que como jogador não veria, podem acreditar. E como mestre, você precisa ser realista, ter a lógica juntamente com a imaginação e criatividade, pegar tudo isso e fazer a magia desse mundo de RPG “Rolar”.
Quando digo “Realidade” e “Lógica”, não vá pensar que estou falando que uma “bola de fogo” (exp) saindo das mãos de um mago é algo impossível de se acontecer, irreal e se lógica alguma! Bem, e na verdade é, mas afinal, além disso ser um jogo, a moral é fazer coisas que são impossíveis, e que não existem na vida real, se não, vai jogar “Jogo da vida”, ou “ The Sims”, e por ai a fora. RPG é um mundo mágico, um mundo que pode acontecer de tudo, e quem manda nessas coisas é você, o mestre, e os jogadores também é claro. O que quero dizer sobre realidade e lógica, é algo bem simples: Se essa mesma bola de fogo pegar em seu alvo, digamos que seja em um humano, dependendo da gravidade, e do tamanho dela, ela poderá facilmente matar o sujeito, afinal, é como se fosse um botijão de gás explodindo em CIMA de você, e é ai que entra a realidade e lógica. Digamos que o sortudo sobreviveu, ele terá no mínimo do mínimo do mínimo as marcas, ou seja, queimaduras do pior grau possível, ( tipo 5º Grau, KKKK) em todo o local afetado, entende?
Agora para jogadores, não pensem que me esqueci de vocês! xD Sem vocês o que um mestre pode fazer? Jogar sozinho? Não tem sentido tem? Porém, um alerta Sr.s jogadores: Não frustrem e não desanimem seu mestre! É triste quando um mestre prepara uma super aventura durante uma semana, cheia de segredos, surpresas, mistérios, e ai vêm seus jogadores com o famoso estilo de jogo “Derrubem a Porta”, e passa por tudo se descobrir nada, apenas matando e destruindo tudo o que há na sua frente, até mesmo “aquele personagem que deveria ser salvo no final da aventura”, kkkkkkkkk, e pra melhorar, fazer tudo isso em dois ou três dias... -.-“ Tudo bem... Nada contra o estilo “Derrubem a porta”, mesmo por que, se o mestre não der dica nenhuma para descobrirem as coisas, seria impossível até pra quem procura achar todas as coisas escondidas que ele poderia ter colocado na aventura, porém o tipo de comentário “ Que aventura fraca” ou “Aventurinha ruim, só tem batalha”, enquanto na verdade quem provavelmente fez a aventura ser fraca ou ruim, foram os próprios jogadores, apenas procurando coisas pra destruir, matar, e passar logo pro final da aventura, por tanto não me venha com uma dessa no final. (Claro que pode ocorrer o oposto, isso é óbvio, do mestre ser uma bela merda ( risos).
Ou seja, se você só queria lutar, peça pro seu mestre fazer um torneio logo, ou algo assim. Tem também aqueles que debulham todas as regras, combos de habilidades, a melhor raça combinada com a melhor classe, que vai ter “X” pontos a mais e bla bla bla... Certo, quer ser o apelão? Até ai tudo bem, agora, esse tipo de jogador não deixa o mestre usar a famosa, útil e prática “ Arte secreta do mestre esperto e pilantra e que também sabe prender seus jogadores” oO”, é eu sei... EU exagerei um pouquinho... xD Talvez mais que um pouquinho, mas isso não importa. O que quero dizer é simples: O mestre ta La NE, todo empolgado, os jogadores também, e de repente BUM! O mestre decide colocar o super vilão da campanha em cena, para dar aquele drama, e daí então todo mundo diz “UAAAUUU”. Os jogadores que jogam pra se divertir com a galera logo pensa “UAAAUUU: Vamos todos morrer!”, enquanto o apelão “ UAAAUUU: Se eu tirar “X” no dado, com “X” Das minhas habilidades em conjunto com “X” Magia, daí então somo “X” do Bônus da jogada “X”, ai então, bla bla bla... ( É simplesmente incrível como esse tipo de jogadores consegue achar tanto bônus assim, e eles insistem em falar todos, e em todas as jogadas, ao invez de falar logo o resultado. Oo) Consigo matar ele... Os itens dele vão ser meus!”, depois disso é só contar até Três... Um... Dois... Três: “ Vou atacar!” E o pior de tudo mesmo, é quando eles conseguem... Meu deus, e como conseguem!
Ai na luta, quando o vilão ta morrendo, o que não é difícil de acontecer, nem com aqueles que o mestre considera Imortal, afinal é um jogo de sorte também, bom, ai o mestre pensa “ Imagina esse moleque com as armas do maior vilão da campanha”, simples, é só usar a “Arte secreta do mestre esperto e...e...” Bom, vocês entenderam, e fazer o vilão fugir, pronto! Pronto mesmo? Não... O apelão vai querer saber o resultado ou a soma total para o vilão fugir, e é ai que ele te pega. Você da uma quantia qualquer, mentindo claro, pois o vilão não pode morrer oras! Blz, ai diz que o resultado foi alto, maior que o dele para tentar intervir, e quando você esta rindo, se vangloriando, falando que o vilão esta fugindo! ... “ESPERA!” , pronto meu amigo, ai você pode começar a suar frio. Eles sempre guardam algo para aumentar ainda mais suas habilidades, resultados no seu sucesso e no pesadelo do mestre. Conclusão da historia: Cuidado com esses tipos de jogadores! São muito perigosos ¬¬.
Até agora só apontei os defeitos dos nossos jogadores não é? Devem querer me matar uma hora dessa... Mas esperem! Agora vem a melhor parte =D
O trabalho de ser um mestre é realmente um trabalho ingrato. Passamos horas e horas, dias, semanas e até mais tempo para preparar uma aventura que irá acabar em um terço de tempo do que levamos. Mas realmente é um trabalho gratificante. Quando o mestre vê seus jogadores se divertindo, intrigados, alegres, interagindo uns com os outros, comentando as sessões fora do jogo, pensando, pesquisando, tramando planos, cara é simplesmente maravilhoso. Cada pequena descoberta, o jogador acha que descobriu a América, e isso é muito legal, poder ver a cara deles todos empolgados é demais.
Os jogadores que pegam as classes e raças que lhe agradam, que mais adoram, que se identificam, sem se importar com pontos a mais, que jogam com a razão e quando preciso com a emoção, que entram nos seus personagens pra valer, esses sãos os melhores. São demais. Eles jogam com a alma, como se realmente estivessem dentro do jogo, vivendo aquela situação. Eles choram com personagens do mestre, aqueles que não passam da imaginação, mas são vivos como qualquer outra pessoa, eles riem, brincam, ficam bravos, param de falar até com o mestre as vezes! Eles sonham, imaginam, encenam, atuam, e é por isso que ser mestre é realmente gratificante e ser jogador é um privilégio.
RPG também é um passa tempo muito produtivo, criativo e recreativo. Melhora e trabalha sua criatividade, imaginação, ajuda a interagir com outras pessoas fazendo assim com que seu social também melhore, melhora seu vocabulário, conhecimento, até ganhar uma namorada é possível e as vezes comum xD Entre varias outras coisas é claro.
Bom, é isso ai, passei uma pequena noção do que é o RPG. Falei sobre o mestre, jogadores, os papeis que cada um tem no jogo, sobre coisas ‘chave” para uma boa sessão e para um bom RPG ( realidade e lógica, lembrem-se sempre! XD) Falei um pouquinho, bem mínimo do que é o mundo do RPG, criaturas, lugares, entre outras coisas. Espero que tenham gostado, logo mais estarei postando mais coisas ainda pra vocês lerem! Vlw a todos e abração!